Falar do silêncio como uma das ferramentas da Mediação é um grande presente para quem usa o silêncio como um hábito do dia a dia ou para quem deseja começar a prestar atenção a isso. O silêncio pode ser comunicação, autocuidado, estado de presença, entre tantas outras concepções.

Numa interação, muitas vezes, a melhor comunicação se dá no silêncio, pois nos leva a tomar contato com a nossa incompletude, na espera, no conhecimento e no reconhecimento de si e do outro. É essa possibilidade de estar na presença de si e do outro. O silêncio pode comunicar respeito e empatia, como uma forma de acolher o que o outro está dizendo, muito mais do que com palavras ou gestos.

Uma excelente metáfora para o valor do silêncio é o bambu.

A semente do bambu chinês pode levar anos para surgir na florada e, depois de plantada, leva uns cinco anos para surgir um pequeno broto. E é esse tempo de silêncio debaixo da terra que dá a força para a imponência e a flexibilidade do bambu que cresce na natureza, chegando a 25 metros de altura.

Gosto muito do conceito de silêncio como presença, como bem nos ensina Andréa Bonfim Perdigão, no seu livro “Sobre o Silêncio”. Ela traz o silêncio não como uma ausência de ruídos, de barulhos, mas como uma presença ativa que pode impactar nossas percepções.

Tive essa experiência quando meu pai faleceu de repente, na véspera de vir me visitar. Lembro que eu, meu marido e meus filhos adolescentes viajamos até Tubarão, SC, em silêncio (4 horas). E era esse silêncio de presença, estávamos juntos na dor da perda, das memórias, das incertezas, do de repente. Silêncio e presença de si e do outro.

Trazendo o silêncio para o contexto da Mediação, pode-se afirmar que é uma ferramenta significativa, especialmente depois de uma emoção demonstrada ou de uma revelação de nova informação. O silêncio permite que cada participante possa melhor gerir suas emoções e organizar os seus pensamentos. Alguém quebrará o silêncio e nem sempre é o mediador.

Hoje existe um grande apelo dos profissionais da saúde para que tenhamos o silêncio como um aliado de nossa saúde mental. Por isso é muito recomendado diante de tantos corres diários. Silêncio para relaxar, para meditar, para refletir, para rezar, para caminhar, para contemplar, para a criatividade e para tantas outras ações do nosso cotidiano.

E você? Como tem lidado com o silêncio?

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